Gore Verbinski espera que seu filme “Boa sorte, divirta-se, não morra” seja terapêutico, ao mesmo tempo em que alerta para o efeito deteriorante da tecnologia e da inteligência artificial na sociedade, disse o diretor vencedor do Oscar no Festival de Cinema de Berlim nesta sexta-feira.
Exibido como parte da seção especial fora da competição do festival, o filme é estrelado por Sam Rockwell, que interpreta um viajante do tempo desalinhado e sem nome. Ele aparece em uma lanchonete numa noite com uma fantasia de tubos e fios e um único objetivo: escolher quem entre os clientes confusos irá se juntar a ele em uma missão para impedir um futuro apocalipse da IA.
“A comédia é, em muitos aspectos, a crítica mais severa”, disse Verbinski. “E acho que, se você está conseguindo fazer as pessoas rirem, há um pouco de remédio no bolo, certo?” Enquanto algumas pessoas estão percebendo o comentário social do filme de forma dramática, outras “estão apenas comendo bolo”, acrescentou ele.
Famoso por dirigir filmes como “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra” e o terror “O Chamado”, de 2002, Verbinski disse que também vê o humor como uma forma de ilustrar como a sociedade “normalizou parte dessa insanidade”.
O filme alterna ação e comédia com algumas das histórias mais dramáticas dos personagens, que abordam outros temas atuais de uma maneira que lembra a série distópica de ficção científica “Black Mirror”.
“No que diz respeito aos aspectos políticos do filme, obviamente um tiroteio em uma escola já é demais”, disse Rockwell, de 57 anos, referindo-se à história da personagem Susan, interpretada por Juno Temple. No entanto, “a prioridade do filme é entreter”, disse Rockwell, vencedor do Oscar. “E se você captar uma mensagem, ótimo.”
Fonte Original: G1
