Romarias, missas, meditações e eventos religiosos de todos os tipos estão espalhados pelo interior de São Paulo. A fé que movimenta turistas por todo o estado leva milhares de pessoas a São Miguel Arcanjo, na região de Itapetininga, onde fica a única basílica dedicada ao santo no Brasil.
“Eu viajei três horas para chegar aqui e conseguir chegar perto da imagem me deixou muito emotiva”, conta a auxiliar administrativa Neila Rossi. “Essa fé nos dá muita energia. Estar aqui é emocionante, ainda mais com meu filho e amigos ao lado. É um negócio mágico”, diz o comerciante Rodrigo Santos Vieira.
Segundo a tradição católica, São Miguel Arcanjo apareceu na cidade em 29 de setembro de 1932, durante a Revolução Constitucionalista. Um clarão no céu teria marcado o fim da guerra. Desde então, nasceu a devoção ao santo guerreiro.
Com o aumento do número de fiéis, a igreja decidiu erguer a maior estátua católica do mundo no ponto mais alto da cidade. A obra terá 19 metros a mais que o Cristo Redentor.
“São Miguel nunca deixa de me atender. Hoje vim agradecer por tudo que ele faz por mim e pela minha família”, diz a enfermeira Mônica Cristina Rodrigues.
No dia 29 de setembro, data dedicada ao santo, devotos de vários estados participam das celebrações que transformaram a cidade em polo de turismo religioso.
Em Anhembi, a devoção ao Divino Espírito Santo também reúne multidões. A cidade, com pouco mais de 6 mil habitantes, chega a receber até 50 mil pessoas durante a Festa do Divino, tradição que surgiu há mais de 150 anos, após um surto de malária.
Na entrada, ônibus de romeiros percorrem longas distâncias, como a caravana que saiu de Campinas e viajou mais de 130 quilômetros.
“Faz 34 anos que venho aqui. Gosto muito da festa, me sinto bem quando participo”, conta a aposentada Ana Shirley Pereira.
Um dos momentos mais aguardados é o Encontro das Canoas, no Rio Tietê. Mais de 100 homens da Irmandade do Divino remam juntos em duas embarcações, rezando em coro.
“A gente que tem fé em Deus e no Espírito Santo fica emocionado. É muito lindo”, diz a aposentada Marina Souza da Silva.
Na procissão dos amortalhados, centenas de fiéis deitam no chão para cumprir promessas ou agradecer por graças recebidas.
“Eu prometi que, se tivesse um menino, traria ele. Hoje vim pagar essa promessa”, conta a dona de casa Talissa Cristina.
Já em Cabreúva, na região de Jundiaí, o silêncio é a forma de conexão. O município abriga um dos maiores templos budistas do mundo.
O centro de meditação, inaugurado em 2010, ocupa sete hectares e recebe visitantes de todo o país em busca de paz interior.
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Fonte Original: G1
