A quarta temporada de “Bridgerton” estreou em partes: a primeira veio no fim de janeiro, enquanto a segunda foi lançada somente nesta quinta (26), na Netflix. Nesse meio tempo, fãs tiveram que digerir uma cena que deu o que falar.
A temporada aborda o romance entre Benedict Bridgerton, um nobre, e Sophie Baek (Yerin Ha), uma criada. Eles são de classes totalmente diferentes e, naquele contexto, trata-se de um amor socialmente impossível.
Isso não impede a paixão, claro, e uma cena quente se passa na escada. Tomado de tesão, ele pára o beijo para uma proposta. “Sophie, seja a minha amante”, diz ele. E assim acaba a primeira parte.
E aí? É para se decepcionar ou ficar com raiva? É para querer que Sophie aceite a proposta, já que eles não poderiam ficar juntos de outra forma? Luke diz que toda reação está liberada.
“Quando o Benedict usa aquela palavra ‘amante’, ele não sabe que aquela palavra significa algo diferente para a Sophie. E eu acho que se existem muitos mal-entendidos em um relacionamento, é quando as coisas ficam difíceis. Eu acho que a palavra ‘mal-entendido’ explica bem”.
Yerin lembra que também é bom aprender com Sophie: não vale a pena ficar com o amado a qualquer custo. Mesmo sendo de uma classe menos privilegiada.
Nesta temporada, a história de “Bridgerton” despertou muitas comparações com “Cinderela”. Tem a madrasta vilã, com suas duas filhas, e a jovem que escapa para ir a um baile e conhece um “príncipe”.
Ele, por sua vez, se apaixona por ela e faz de tudo para descobrir quem é a dama misteriosa.
Mas se a série parte desse conto de fadas, acaba seguindo para outros caminhos. Para Yerin, “tirando o baile de máscaras e o relógio batendo meia-noite, é uma história completamente diferente”, a começar pela personagem de Sophie. Mas é uma boa forma de manter o interesse.
Ao contrário de Cinderela, que tinha duas irmãs malvadas, uma das irmãs de Sophie, Posy, é bem gente fina. Isabella Wei, que interpreta a irmã boa, diz que isso é importante em uma série que aborda diferentes tipos de amor. “Uma das irmãs mostra compaixão e mostra que o amor pode existir mesmo em uma família adotiva, da mesma forma que o amor fraternal”.
E como a série mostra, a madrasta má é “má” para sobreviver em um contexto social difícil, sobretudo para mulheres.
“Adicionar aquele toque da Regência dá muito contexto que provavelmente não pôde ser explorado em outros contos de fadas clássicos. Aqui, existem os elementos da sociedade envolvidos”.
Fonte Original: G1
