Diogo Nogueira esteve no g1 Ouviu em 5 de março e falou sobre sua turnê “Infinito Samba”, que celebra seus 20 anos de carreira.
O cantor analisou sua trajetória e citou seu primeiro álbum, intitulado “Diogo Nogueira Ao Vivo” e gravado do teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. O artista, que já revelou algumas vezes não gostar do disco, explicou que ele serviu como um aprendizado. “Foi um dos mais vendido da minha história. É um divisor de águas. Eu sou muito grato, mesmo não curtindo muito”.
Durante a entrevista, Diogo também refletiu sobre as mudanças no cenário musical com a ascensão do pagode. “O samba perdeu o espaço de estar na mídia e no mercado. Mas continua nos nos lugares onde ele sempre resistiu e sempre esteve: nos guetos.”
Ele citou nomes da nova geração, como Mosquito, Inácio Rios, Marina Íris. Diogo ainda comentou que próprio filho também quer seguir seus passos na música. Ele é afinado, ainda tem uma voz imatura, muito jovem. Mas acho que da forma que está estudando. Mas eu disse: Primeiro você me entrega o canudo [diploma], depois você pode fazer o que quiser da sua vida.”
Ao longo do bate-papo, Diogo também relembrou como que escreveu uma música para Paolla Oliveira, “Flor de Caña”. Diogo disse que escreveu durante uma viagem e organizou para que isso fosse um presente de aniversário para a atriz.
“No dia do aniversário dela, eu disse que tinha um presente. Eu não comprei, eu diz. Ela ficou com olho arregalado. Foi incrível”, relembrou. Diogo Nogueira e a atriz ficaram juntos por cinco anos.
Questionando se é difícil cantar a música depois da separação, ele respondeu que não existe nenhum problema.
“Eu falo com ela semanalmente. O casal não existe, mas o amor continua. Ainda me preocupo com ela. O amor se transformou em amizade”.
Filho de João Nogueira, Diogo revelou que até hoje sofre pressão por ser filho do sambista. “Acho um absurdo certas comparações. Só o filho de alguém que já foi consagrado que não pode? Todo mundo pode. Eu nunca fiquei me preocupando com isso”.
“Eu sempre recebi críticas e continuo recebendo. Eu não tenho que provar mais nada para ninguém. São 20 anos de carreira consolidada”.
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Fonte Original: G1
