Armando Diego Salvadego irá a júri popular, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ele – que foi encontrado em um apartamento com porta blindada – é suspeito de ser o mandante das mortes da miss Bruna Zucco Segatin, de 21 anos, e de Valdir de Brito Feitosa, de 30. O crime aconteceu em Altônia, no noroeste do Paraná, em 2018. Relembre abaixo.
Segundo a sentença publicada nesta quarta-feira (11), Armando foi o mandante do crime no contexto de uma disputa territorial ligada a atividades ilícitas, em que “o crime teria sido praticado como forma de afirmação de domínio e eliminação de desafeto desenvolvidas”.
A prisão dele aconteceu no dia 7 de junho de 2025. Veja no vídeo abaixo:
Marcos é identificado na sentença como a pessoa que fez o contato entre Armando e Paulo, considerado como o executor do crime.
As três prisões preventivas foram mantidas. A data do julgamento não foi estabelecida até a última atualização desta reportagem.
Na mesma sentença, dois réus foram impronunciados: Edelclei Rodrigues da Fonseca e Eliezer Lopes de Almeida. Isso significa que o juiz considerou que as provas reunidas contra eles são insuficientes para o júri popular. Os dois receberam alvarás de soltura e não estão mais presos.
A Miss Altônia Bruna Zucco, de 21 anos, foi vista pela última vez na madrugada de 22 de março de 2018, depois de sair da faculdade.
Na manhã do mesmo dia, dois corpos foram encontrados carbonizados em uma picape em uma estrada rural do município.
No momento da abordagem, Bruna estava junto a ele e também foi morta. Os dois foram atingidos por tiros.
Desde o início das investigações a polícia trabalhava com a hipótese de que os corpos encontrados queimados eram das vítimas. O irmão de Feitosa já havia reconhecido o carro e uma caixa de ferramentas que estava na caçamba do veículo.
Os moradores de Altônia relataram o clima tenso na cidade após os crimes, e disseram que esperavam que uma solução rápida.
Conforme o delegado Reginaldo Caetano, os crimes foram motivados pela disputa entre grupos que atuam no contrabando e no tráfico de drogas.
Bruna havia sido eleita Miss Altônia em 2017 e foi morta, segundo o inquérito, porque estava na companhia de Valdir – suspeito de realizar contrabando de cigarros. Caetano explicou que a jovem não tinha envolvimento com os crimes ou com a disputa.
O suspeito de ser o mandante tem ligação com o tráfico de drogas, de acordo com a polícia. Ele teria planejado o crime, contratando um pistoleiro de Santa Catarina e dado apoio financeiro para que o homem morasse por alguns dias em Altônia até que fosse possível abordar Valdir.
No total, foram sete anos de investigação. A polícia divulgou que indícios importantes foram destruídos pelo incêndio onde os corpos estavam, e isso dificultou o trabalho.
Por meio de nota, o advogado que representa Eliezer informou ao g1 que aguarda a absolvição de todos os suspeitos.
A defesa Edelclei considerou a medida de impronunciar o suspeito “absolutamente acurada e necessária”.
O advogado que defende Marcos disse ao g1 que ainda não tomou ciência da decisão e que não irá se manifestar no momento.
O g1 também procurou a defesa de Armando e Paulo, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Fonte Original: G1
