Lançado em fevereiro deste ano, o documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley” segue no topo dos títulos mais assistidos do Globoplay.
Mas para além do imbróglio jurídico, as primas de segundo grau da empresária, Juliana e Andréa Lundgren roubaram a cena.
Injetando um tom de “reality show” na série, a participação das irmãs virou meme, bordão e está sendo replicada por criadores de conteúdo e pelo público na internet.
O trecho de maior repercussão é quando elas reagem ao suposto consentimento da família para o romance entre Anita e Sônia Soares, a Suzuki.
Ao g1, as irmãs Lundgren falaram pela primeira vez sobre o susto da fama e os bastidores da série. Veja a entrevista completa abaixo.
Gravado no final de 2025, o projeto deixou as irmãs apreensivas até o momento do lançamento. Em 23 de fevereiro, data da estreia, a dupla optou por assistir aos episódios de forma separada, cada uma em sua casa.
Andréa assistiu a apenas um capítulo por vez. Juliana “maratonou” todos em sequência. A reação inicial de ambas foi de timidez diante da exposição.
O lançamento dos cinco episódios da série disparou a procura pela história da dupla, que passou a ser reconhecida em público. “Eu estava no caixa do mercado e escutei: ‘Tu é a que falava que a tia Helena odiava Suzuki, né?'”, relembra Juliana.
A repercussão também forçou algumas mudanças. Andréa, que mantinha um perfil privado no Instagram, abriu a conta para interagir com os novos seguidores. “Vou dormir às vezes duas, três horas da manhã, só respondendo as pessoas”, conta.
Hoje, as duas acumulam pouco menos de 10 mil seguidores na plataforma e já tiveram seus “bordões” replicados por criadores de conteúdo e personalidades da mídia, como o ator Lucas Leto.
O vídeo ultrapassa a marca de 200 mil visualizações.
Mas apesar dos números, elas dizem não se deslumbrar com o alcance dos memes.
Fora das telas, as irmãs mantêm rotinas em cidades diferentes. Andréa, de 53 anos, é corretora de seguros e mora em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Já Juliana, de 45 anos, é formada em Enfermagem e vive em Olinda.
Apesar da ligação familiar, Andréa e Juliana esclarecem que não são herdeiras diretas de Anita Harley (quem elas chamam de tia, apesar de serem primas de segundo grau).
Ambas possuem participação nos lucros das Casas Pernambucanas como acionistas, mas a disputa judicial pelo patrimônio corre em paralelo à participação delas na série. “O que está em questão lá é a herança”, pontua Andréa.
A dupla possui ainda uma irmã mais velha, que mora no Rio de Janeiro desde os 16 anos e não aparece na produção.
A série documental mergulha na disputa judicial pela curatela de Anita Harley, principal acionista das Casas Pernambucanas, com patrimônio estimado em R$ 2 bilhões. A empresária está em coma, em São Paulo, desde 2016.
O documentário apresenta dois lados centrais: de um, está Cristine Rodrigues, secretária de confiança indicada em testamento vital como responsável pelos cuidados de Anita.
Do outro, Sônia Soares, a Suzuki, funcionária que vivia na mansão e se apresenta como companheira da herdeira.
A trama jurídica se amplia com o pedido de reconhecimento de maternidade socioafetiva de Arthur, filho de Suzuki, que também pleiteia parte do espólio.
A narrativa de “O Testamento” organiza a sucessão de reviravoltas judiciais em cinco partes, dedicadas a perfis específicos dos envolvidos no caso. Veja o resumo:
Fonte Original: G1
