Um bombeiro foi identificado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) como o autor do disparo que matou o cão comunitário Abacate, em Toledo, no oeste do Paraná. O inquérito foi concluído e enviado à Justiça.
Abacate era um cão comunitário cuidado por moradores do bairro Tocantins. Após ser baleado, ele chegou a receber atendimento veterinário. Os exames apontaram que o tiro perfurou o intestino.
No vídeo, é possível ver o homem se aproximar do cachorro de carro. Segundo a polícia, ele se aproxima do animal para verificar se havia sido atingido. Veja acima.
Segundo o delegado Alexandre Macorin, não há dúvidas sobre a autoria. No entanto, a identidade do bombeiro não foi divulgada.
“Apuramos que o autor é um profissional de segurança, que tinha uma arma legalizada. Não temos dúvida de que ele foi o autor, mas ele vai se defender agora em juízo”, afirmou.
De acordo com a investigação, o disparo não foi feito durante o exercício da função nem em horário de trabalho.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná informou que ainda aguarda notificação oficial para se manifestar. A corporação declarou que não compactua com maus-tratos a animais e que casos do tipo são apurados conforme as normas internas e a legislação vigente.
O caso gerou repercussão na cidade e foi investigado como maus-tratos a animal com resultado morte.
Segundo a equipe de Proteção Animal de Toledo, moradores encontraram Abacate ferido e acionaram o atendimento veterinário de uma clínica particular. Contudo, ao constatar que o animal havia sido ferido por um tiro, a veterinária responsável acionou a equipe do município.
A veterinária informou que a bala transpassou o corpo do cachorro e perfurou dois pontos do intestino, provocando a contaminação abdominal com o conteúdo intestinal. Por isso, ele foi submetido a uma cirurgia para corrigir as lesões, mas não resistiu e morreu durante o procedimento.
Abacate chegou há cinco meses no bairro Tocantins, quando ainda era filhote. Segundo a empresária Raquel Cassol da Silva, ele seguiu os filhos dela quando voltavam de um passeio de bicicleta.
Desde então, ele passou a ser alimentado por moradores do bairro. Eles, inclusive, já tinham se organizado para que o animal fosse castrado nos próximos dias.
Era na casa de Raquel onde Abacate costumava a dormir. Toda a manhã, ele arranhava o portão para sair, passeava pelo bairro e depois voltava a sentar debaixo de uma árvore em frente a casa. Na manhã de terça-feira, ela soltou Abacate por volta das 6h30.
Raquel disse que saiu para ir ao mercado por volta das 10h e viu Abacate deitado na calçada, onde costumava a ficar. Quando voltou, viu outros moradores em volta dele, mas ele não respondia e estava ferido.
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Fonte Original: G1
