O line-up do primeiro dia do Lollapalooza 2026 colocou no mesmo horário as apresentações de Sabrina Carpenter e Edson Gomes.
Enquanto a cantora americana concentrava a maior parte do público desta sexta-feira (20) no palco principal, o Flying Fish recebeu apenas algumas centenas de fãs do artista baiano.
E contrariando a expectativa para o show, o público era, em sua grande maioria, jovem.
Naira Maria, de 26 anos, diz que a sua relação com o cantor tem a ver com as “raízes regionais”. Com família baiana, a enfermeira e estudante de fonoaudiologia afirma carregar o gênero “enraizado desde a infância” e define Edson Gomes como o “Bob Marley brasileiro” e o “pai do reggae” nacional.
Também é fã das bandas Ponto de Equilíbrio e Mato Seco. Mas a paixão pelo artista vai além disso.
No festival desde as 11h da manhã, quando os portões abriram, a fã chegou ao palco Flying Fish por volta das 19h (2h30 antes da apresentação) para garantir lugar. “E pretendo ficar até a última música.”
Já veterana em apresentações do cantor (tem ingresso comprado para outro show em julho), ela destaca a faixa “Criminalidade” como uma das suas favoritas no repertório. “O reggae abriu muito a minha mente”.
A estudante de moda paulistana Milka Nunes, de 21 anos, também trocou o pop chiclete de Sabrina Carpenter pelo reggae resistência de Gomes. Por influência dos pais, ela passou a consumir as músicas do artista baiano de forma independente há um ano.
A paulistana garantiu lugar na grade 50 minutos antes do show. Antes, assistiu a apresentação da banda Men I Trust.
Em sua primeira experiência ao vivo com Edson Gomes, Milka afirma que o ponto alto esperado no repertório é o clássico “Árvore”, música que a estudante aponta como a mais emocionante da setlist. “Quando ele tocar, eu vou chorar, tenho certeza”, resumiu.
O publicitário de 37 anos, Fernando Carvalho justificou a escolha pelo artista baiano por outros motivos: “Dar uma moral pros artistas nacionais, né?”. Ele diz não ter música favorita do cantor e resume: “Apesar de ele ser conservador, eu escuto muito no fone de ouvido”.
Fonte Original: G1
