Quem passa horas no Lollapalooza Brasil 2026 entre shows, calor e multidão pode nem perceber quando perde algum objeto. Mas basta dar uma volta no setor de achados e perdidos para entender o tamanho e a diversidade do que fica para trás: de câmeras analógicas a smartwatch e até um terço.
No espaço montado no Autódromo de Interlagos, próximo ao palco Palco Perry’s, funcionários catalogam tudo o que chega. Cada item passa por um processo detalhado.
Tudo é fotografado, descrito e recebe um código dentro do sistema, o que facilita a busca posterior (veja abaixo como recuperar).
Segundo ela, o cuidado vai além do básico. Mochilas, por exemplo, são abertas e descritas minuciosamente. “A gente coloca tudo: cor, o que tinha dentro, se tinha óculos, carregador, documento. Isso ajuda muito na hora de identificar o dono.”
Uma das apostas do festival é o uso de tecnologia para acelerar a devolução. O serviço chamado Smart&Found permite que o público cadastre previamente celular e documentos e gere um QR Code de identificação.
Se o item for encontrado, quem achar pode escanear o código, e a organização entra em contato com o dono.
“Se você cadastrou seu celular e perdeu, por exemplo, a CNH, o sistema consegue associar os dados e te avisar. É uma forma de achar o dono mesmo quando ele não perdeu o celular”, diz Fabi.
Além disso, QR Codes espalhados pelo evento e avisos nos telões orientam o público a registrar perdas ou consultar se algo já foi encontrado.
Entre os itens mais curiosos desta edição estão câmeras fotográficas — algumas analógicas —, baterias de equipamento profissional, óculos de grau e um terço. O número de objetos perdidos nesta edição só será divulgado na segunda-feira (23) após o festival.
Apesar de muitos objetos terem alto valor financeiro, outros chamam atenção pelo significado pessoal.
Em edições anteriores, já apareceram até kits completos de insulina, o que acende um alerta para perdas que podem colocar a saúde em risco.
Como tentar recuperar um item
Fonte Original: G1
