Circula nas redes sociais um vídeo no qual a cantora americana Taylor Swift supostamente se disse contrária a direitos da população LGBTQIA+. É #FAKE.
🛑 Como é o vídeo?
- Publicado na terça-feira (23) no X, onde alcançou mais de 500 milhões visualizações, o post tem esta legenda: “Isso é real?”.
O vídeo mostra Taylor Swift dentro de um carro dizendo: “E então, obviamente é um ‘não’ para casamento gay, é um ‘não’ para que eles tenham qualquer direito”. Na realidade, a cantora estava se referindo ao posicionamento político de uma então candidata ao Senado dos Estados Unidos (leia mais abaixo).
- Na seção de comentários, usuários fizeram escreveram mensagens como “ela não odeia gays, ela os tolera, essa é a grande diferença”; e “sempre soube que ela era homofóbica”.
- Após a publicação, o post recebeu uma “nota da comunidade”: “Este trecho autêntico de ‘Miss Americana’ [documentário de 2020], da Taylor Swift, está fora de contexto. Ela estava descrevendo e se opondo às posições da senadora Marsha Blackburn contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os direitos LGBTQ+. Swift apoia a igualdade LGBTQ+”.
⚠️ Por que isso é falso?
Apesar de o vídeo ser real — e não uma produção de inteligência artificial (IA), por exemplo —, o post realmente omite a circunstância real da declaração da artista. No trecho original, a cantora criticou diretamente o posicionamento político de Marsha Blackburn, eleita senadora em 2018.
Na declaração completa, Taylor diz: “Uma das coisas que me irritou muito é que ela [Blackburn] votou contra a Lei da Violência Contra as Mulheres, que protege as mulheres de perseguição, estupro e violência doméstica. E, obviamente, é um ‘não’ para casamento gay, é um ‘não’ para que tenham direitos. Eu ficaria muito chateda se as pessoas achassem que o Tennesse tem esse posicionamento”.
- Marsha Blackburn é uma senadora republicana do Tennesse, estado em que Taylor Swift viveu durante a adolescência e início da carreira. A parlamentar tem um histórico de declarações contra direitos LGBT+, além de ter votado em 2022 contra a Lei de Respeito ao Casamento, que exige o reconhecimento do casamento de pessoas do mesmo sexo em todos os estados.
- Além disso, em 2013, ela também se opôs ao documento final da renovação da Lei de Violência Contra a Mulher, que incluía proteção para vítimas LGBT+ de violência doméstica. Anteriormente, havia votado a favor da versão republicana, que não contemplava pessoas LGBT+.
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Fonte Original: G1
