Lorde cresceu com os fãs para quem se apresentou neste domingo (22), no Lollapalooza. De tempos em tempos, vem ver como a gente está, e vice-versa.
A artista já veio ao Brasil em todas as suas fases: em 2014, como a adolescente deslocada de “Pure Heroine”; em 2018, mais visceral e dramática no “Melodrama”; no icônico Primavera Sound 2022, no psicodélico “Solar Power” (ainda que hoje, no show, ela tenha esquecido que essa foi a última vez).
No quesito shows, Lorde é um camaleão e adapta bem o conceito de cada álbum. Quem a viu em 2022, loira em um cenário grandioso, pode não reconhecer a artista de camiseta rasgada e calça jeans em cenário minimalista.
Cantando “Hammer”, Lorde parecia mais um alien: usava um óculos que emitia luzes – como se ela mesma fosse um híbrido de gente e máquina.
Essa mistura de sintético e orgânico, sintetizadores e letras sobre o corpo, é o tema central de “Virgin”.
No show, dá pra ver como o conceito tá redondinho. Lorde desdobrou o disco em várias ideias, na performance, no telão e nas roupas. E aplicou até às antigas, dando uma roupagem nova a tudo que os fãs já ouviram em outros shows.
Ela cantou “Buzzcut Season” para um ventilador, enquanto a câmera a captava atrás de grade; na sexual “Current Affairs”, começou a se despir, ficando de camiseta e cueca; em “Man Of The Year”, colou silver tape nos seios.
A galera cantou, chorou, dançou. Pulou horrores em “Green Light”. No fim, ela chegou perto do público e “se entregou” aos abraços dos fãs – até onde os seguranças deixaram, pelo menos.
Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições. O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola.
Fonte Original: G1
