Uma criança de quatro anos foi hospitalizada após ingerir álcool em gel dentro do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Mundo Encantado, em Teixeira Soares, nos Campos Gerais do Paraná.
O caso é investigado pela Polícia Civil (PC-PR) desde 27 de fevereiro, quando um boletim de ocorrência foi registrado pela mãe da menina, que pediu para não ser identificada. Ao g1 ela contou que a filha teve acesso ao produto dentro da unidade e passou mal ainda na creche, sem que professores e funcionários percebessem a situação.
De acordo com o delegado Rafael Nunes Mota, o álcool em gel ingerido pela criança estava fixado na parede em um suporte de higienização das mãos.
Foi a própria mãe que encontrou a filha debilitada. Segundo ela, a criança estava desorientada e afirmou estar tonta. Uma outra mulher que estava no local comentou com a mãe que a menina estava com cheiro de álcool.
A criança foi levada pela mãe para o hospital do município e precisou ser internada. Após atendimento especializado, ela melhorou e recebeu alta.
Segundo o delegado e a família, um vídeo reforça a tese de ingestão do álcool. Ele mostra a criança desorientada, caindo diversas vezes no parquinho da creche. As imagens não foram divulgadas, mas integram o inquérito policial.
As imagens também se associam ao relato de uma das professoras da creche que, segundo o delegado, afirmou ter visto a criança levando álcool em gel à boca e, em seguida, sendo levada com a turma dela para o parquinho.
Ainda de acordo com o delegado Rafael, o caso está sendo apurado inicialmente como lesão corporal culposa e possível omissão de socorro. A polícia realiza oitivas com pessoas ligadas ao caso para identificar as circunstâncias e verificar quem seria responsável por perceber a situação e prestar o devido atendimento à criança.
Após o caso, a prefeitura suspendeu as aulas na creche na segunda-feira (2). A administração municipal informou, em nota, que instaurou um processo interno para apurar o caso.
Ainda segundo o município, a coordenadora pedagógica e duas professoras foram afastadas temporariamente “como medida cautelar para garantir a transparência da investigação”. Os nomes não foram divulgados.
A administração municipal afirmou ainda que acompanha a situação e reforçou o compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos da rede municipal de ensino e da creche, que desde terça-feira (3) está com aulas normais.
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Fonte Original: G1
