O músico Osvaldo Manuel Barreto emocionou profissionais do Hospital Universitário de Maringá (HU) ao realizar uma apresentação particular para a equipe de cuidados paliativos que o acompanhou durante 45 dias de internação. Para ele, o gesto foi um agradecimento, feito pouco antes dele receber alta na sexta-feira (27). Assista acima.
Osvaldo recebeu o diagnóstico de câncer no intestino no dia 11 de janeiro deste ano e, desde então, estava internado no HU. Durante esse período, a equipe do setor de cuidados paliativos descobriu a paixão dele pela música e sugeriu que ele fizesse uma apresentação.
Tudo foi organizado para acontecer na sexta-feira, mas Osvaldo recebeu a notícia de que ia poder voltar para casa um dia antes. Mesmo com saudade do lar, ele decidiu honrar o compromisso com os amigos e ficou mais um dia no hospital só para realizar a apresentação.
O show especial foi realizado na área externa do hospital e contou com a participação de membros da equipe médica com violões e pandeiro. Osvaldo ficou responsável pelo vocal e interpretou as músicas que mais gosta e as que considerou importantes para o momento enfrentado, como “Tempo Perdido”, do Legião Urbana.
Junto também estava o filho, Heitor Barreto. Músico como o pai, ele não tocava desde que soube do diagnóstico e internação.
A apresentação comoveu a equipe que acompanhou o caso dele diariamente.
“Pra mim, foi muito gratificante ver a medicina indo além de diagnosticar e tratar doenças, mas promovendo momentos especiais. Foi maravilhoso”, afirmou a interna Ana Carolina Amaral.
Antes de ir para casa, Seu Osvaldo deixou uma mensagem à equipe.
Um dia antes de receber o diagnóstico de câncer, Osvaldo havia se apresentado com a banda que tem há 10 anos com o filho Heitor Barreto e alguns amigos.
Ele conta que passou mal no dia seguinte ao show e foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento. Após diversos exames, a equipe médica descobriu que o intestino de Osvaldo estava perfurado e, por isso, não seria possível retirar o tumor por meio de cirurgia.
Desde então, o músico passou a ser assistido pelo serviço de cuidados paliativos do HU. Durante a internação, ele recebeu acompanhamento multidisciplinar, incluindo suporte psicológico, clínico e social.
A médica paliativista Érika Nakakura reforça que o foco dos serviços paliativos é aliviar diferentes formas de sofrimento.
“A dor física às vezes é a menor. A maior pode ser social, espiritual, psicológica. Buscamos amenizar o sofrimento, porque eliminar é impossível”, afirmou.
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Fonte Original: G1
