🐶 😺 A revoada de cupins (ou siriris e aleluias), comum em dias quentes e úmidos, representa um risco para cães e gatos. Embora os insetos não transmitam doenças, a ingestão pode causar intoxicação nos pets, alerta a médica veterinária Paula Prata, de Sorocaba (SP). O perigo está nos fungos ou resíduos de inseticidas que os cupins podem carregar.
“Os insetos surgem em grande quantidade em períodos mais úmidos e costumam atrair facilmente a atenção dos cães e gatos, que acabam ingerindo os cupins por curiosidade ou brincadeira. Com isso, eles podem causar alterações gastrointestinais e diversas reações nos pets”, explica.
Segundo a veterinária, a ingestão de poucos insetos geralmente causa apenas um desconforto leve. O risco maior ocorre quando os cupins estão contaminados com inseticidas ou fungos. Nesses casos, os tutores devem ficar atentos aos seguintes sinais:
“Em situações mais raras, podem aparecer tremores, apatia ou falta de apetite, principalmente se houver ingestão em grande quantidade ou contato com substâncias tóxicas presentes no ambiente”, pontua.
Raquel Silveira, uma moradora de Sorocaba, contou ao g1 que sua gata, chamada Nina, é um exemplo de pet que vive atrás dos cupins.
Nestes casos, a orientação, segundo a especialista, é retirar o animal do local para evitar que ele continue ingerindo os insetos. Além disso, é necessário observar o comportamento do pet nas próximas horas.
“Caso apareçam vômitos, diarreia, tremores ou qualquer sinal diferente, o responsável deve procurar atendimento veterinário. Não é recomendado medicar por conta própria, pois alguns medicamentos podem piorar o quadro”, acrescenta.
Para evitar que os pets comam os insetos, a prevenção é o melhor caminho. “Durante os períodos de chuva, é importante apagar luzes externas próximas às janelas, usar telas de proteção e evitar deixar os pets soltos em áreas onde há grande quantidade de cupins”, complementa.
De acordo com a veterinária, os cupins são atraídos por luz e costumam aparecer em dias quentes e úmidos, principalmente após chuvas.
“Locais com madeira em excesso, jardins com entulhos, frestas em paredes ou muita umidade favorecem a instalação e proliferação. Nessas situações, é importante redobrar a atenção com cães, gatos e pets não convencionais, porque eles tendem a tentar caçar ou comer os insetos”, finaliza.
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Fonte Original: G1
