O carnaval tende a ser uma data que une pessoas de diferentes maneiras, mas, neste ano, a folia se tornou inesquecível para um morador de Presidente Prudente (SP) que foi homenageado com samba-enredo e desfile.
Ao g1, o escritor e professor de letras aposentado Carlos Francisco Freixo dos Santos, de 67 anos, descreve a emoção de receber a homenagem.
Com dez livros publicados, Carlos é escritor há 22 anos e presidente da Associação Prudentina de Escritores (APE), fundada há 18 anos. “Também sou compositor, mas fico mais nas letras. Portanto, emoção das melhores que poderiam ter me acontecido”, continua.
Carlos sabia da homenagem desde o fim de 2024, mas, como não houve carnaval no ano passado, o presente foi guardado para este ano, se tornando ainda mais especial, já que representa a retomada das celebrações carnavalescas em Presidente Prudente, que estavam interrompidas desde 2018.
À reportagem, o professor destacou que o período de carnaval pode ser celebrado de diferentes maneiras: “A comemoração pode ser desde um retiro espiritual, uma viagem, um recolhimento no campo, uma pescaria… Mas, principalmente, vejo o momento de uma festa coletiva, momento de celebrar a vida. E a melhor celebração é com a coletividade, todos juntos.”
Para comemorar a tradição em Presidente Prudente, aproximadamente 150 integrantes participaram dos desfiles, que ocorreram no sábado (14), no Parque do Povo.
O público apreciou a arte viva e cantou o samba-enredo “Carlos Freixo, o poeta abençoado – Entre letras e emoções”, de autoria de Taíde da Cuíca, Mara Liz Cunha, Zhezinho Frutuoso, Fornalha e Cesinha Zona Leste:
“ClareouSurgiu o sol com seus raios douradosIluminando a zona lesteE o Carlos Freixo, o poeta abençoadoMas vindo…Vindo de Portugal, do Castelo de MaçãoFilho de Francisco e NarcisaFez do Brasil, sua naçãoAqui estudou, se formouEm prosa e verso encantouPrudente que acolheuE com a arte de escrever que escolheuHoje em azul e brancoO poeta a declamarAo som da bateria, a poesia está no arNove meses…Nove meses mais vou sambar!Minha hora plena, vou delirar!Que fado é esse, pode me explicarE no oratório São FranciscoVou meditar.”
Como profissional aposentado, Carlos afirma que deixou a sala de aula, mas nunca vai parar de ser professor. “Tenho paixão pelo texto e pela beleza da obra de arte escrita na literatura. O texto é vivo, orgânico, capaz de desabrochar em notas nas mãos de um compositor.”
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Fonte Original: G1
