Uma força-tarefa tem atuado no interior de São Paulo para capturar escorpiões. A ação ajuda a evitar acidentes e também contribui para a produção do soro que salva vidas.
O perigo pode aparecer onde a gente menos imagina.
Câmeras de segurança no quarto de um bebê em Adamantina flagraram um escorpião andando pelo chão do cômodo.
O animal só foi encontrado no dia seguinte.
Em Presidente Venceslau, também no oeste paulista, um casal levou um susto quando um escorpião e vários filhotes caíram pelo aparelho de ar-condicionado, bem ao lado do cercadinho onde o filho deles brincava.
Felizmente, Joaquim, de oito meses, não foi picado.
Segundo especialistas, o animal pode ter entrado por um duto do aparelho.
Em 2025, mais de 200 mil casos de picadas de escorpião foram registrados no Brasil.
Em Presidente Prudente, também no interior de São Paulo, o número de ocorrências aumentou 60%.
Em Atibaia, uma criança de quatro anos morreu 26 horas depois de ser picada. A família afirma que houve dificuldade na aplicação do soro usado para combater os efeitos do veneno.
Cemitérios são considerados pontos de alerta porque oferecem condições ideais para a proliferação dos escorpiões.
Para enfrentar o problema, uma força-tarefa reúne agentes municipais e pesquisadores do Instituto Butantan.
As equipes trabalham à noite e usam luzes especiais que ajudam a localizar os animais.
Todos os meses, milhares de escorpiões vivos são capturados e enviados ao Instituto Butantan. Eles são usados na produção do soro antiescorpiônico.
Procurada, a Santa Casa de Atibaia informou que o médico que atendeu a criança que morreu após a picada seguiu os protocolos indicados para esse tipo de caso.
Fonte Original: G1
