O curso de Medicina de Dracena (SP) recebeu sanções do Ministério da Educação (MEC) após resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. A portaria que determina a abertura de processos de supervisão contra cursos de todo o país foi publicada nesta terça-feira (17).
Conforme o MEC, o curso de Medicina da Faculdade de Dracena obteve conceito 1 no exame e menos de 30% de alunos com proficiência. Contra as unidades, o MEC aplicou as medidas mais rígidas, incluindo:
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. O resultado da primeira edição foi divulgado em janeiro e mostrou que, dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 – sujeitos a sofrer sanções.
As medidas atingem instituições com desempenho insatisfatório no exame e variam de acordo com o percentual de alunos considerados proficientes. Em alguns casos, há desde restrição de vagas até a suspensão de entrada de novos estudantes.
O curso da unidade de Dracena e de outras cinco instituições receberam as medidas mais rígidas. A portaria atinge instituições com pior desempenho, ou seja, com conceito 1 no Enade e menos de 30% dos alunos com nível de proficiência adequado.
👉 Instituições afetadas:
Em nota, a Faculdade de Dracena (Unifadra) informou que as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC) não devem impactar o curso de Medicina neste momento. Segundo a direção acadêmica, não há previsão de ingresso de novos alunos no segundo semestre de 2026, já que a próxima turma está prevista apenas para 2027.
A instituição afirmou ainda que o vestibular deve ocorrer após a divulgação dos resultados do próximo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), prevista para o segundo semestre de 2026. A Unifadra também reforçou o compromisso com a formação dos estudantes e se colocou à disposição para esclarecimentos.
Inicialmente, a portaria publicada pelo MEC incluía o curso de Medicina do Centro Universitário de Adamantina entre as instituições com pior desempenho. No entanto, nesta quarta-feira (18), em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a unidade deixou de constar na lista.
Em nota, o Centro Universitário de Adamantina (FAI) informou que chegou a ser incluído inicialmente na Portaria nº 72 do Ministério da Educação (MEC), que trata da abertura de processos de supervisão em cursos de Medicina.
No entanto, conforme a instituição, o próprio MEC reconheceu um erro material e republicou o documento no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18), quando o nome da unidade deixou de constar na lista de cursos sob supervisão.
A FAI afirmou ainda que, com a correção, não há qualquer sanção aplicada à instituição, como suspensão de ingresso de novos alunos, e que as atividades acadêmicas seguem normalmente.
Cursos de todo o país foram alvo de sanções. As medidas incluem:
Uma segunda portaria trata de cursos também com conceito Enade 1, mas com desempenho um pouco melhor: entre 30% e menos de 40% de alunos proficientes.
As sanções incluem:
Uma outra portaria abrange cursos com conceito Enade 2 e desempenho entre 40% e menos de 50% de alunos proficientes.
As medidas são mais leves, mas ainda incluem restrições importantes:
Uma quarta portaria também abre processo de supervisão, mas não aplica, neste momento, medidas cautelares como corte de vagas ou suspensão de ingresso.
Nesse caso, as instituições terão prazo para apresentar defesa ao MEC e não há punição imediata, apenas monitoramento e análise inicial.
A quinta portara trata da inclusão de universidades federais entre os cursos de Medicina que passarão por supervisão do MEC após os resultados do Enamed 2025.
Diferentemente das demais normas, que atingem principalmente instituições privadas, esta portaria:
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Fonte Original: G1
