Papel, caneta e muita fé: foi dessa forma que um morador de Dracena (SP) realizou o desejo de ser notado pelo Vaticano e pelo “Pai da Igreja”, o Papa Leão XIV.
Aos 27 anos, o professor de história e acólito Felipe Fernandes da Silva Oliveira escreveu a próprio punho uma carta ao Vaticano, na qual detalhou a realidade da Paróquia São Frei Galvão, da Diocese de Marília (SP), e abriu o coração sobre seus próprios sonhos e angústias.
A mensagem foi enviada em 2025, com o objetivo de pedir apoio à própria paróquia e também aos Orionitas, congregação que vive o carisma da caridade e da evangelização cristã, com atuação voltada aos pobres, à educação e à assistência social.
Antes mesmo da resposta, Felipe já havia recebido sinais que considera marcantes, como relíquias de São João Paulo II e de Santa Madre Teresa de Calcutá, além de uma carta-resposta enviada anteriormente pelo Papa Francisco, relacionada à comunidade católica de Dracena.
A resposta não tardou. Acompanhado de itens carregados de simbolismo religioso, o retorno do Santo Padre aconteceu em 14 de janeiro de 2026, e trouxe a bênção apostólica para Felipe e sua família.
Na correspondência, o pontífice invocou as graças divinas sobre o lar do jovem dracenense e expressou votos de felicidades. Além das palavras de incentivo, o envelope tinha o santo terço e a foto oficial solicitados pelo professor.
Na carta, Felipe fez questão de falar sobre a Pousada Bom Samaritano, que realiza um trabalho social em Dracena. Segundo ele, o principal desafio enfrentado pela entidade atualmente é financeiro.
Para Felipe, a resposta do papa representou mais do que um retorno pessoal: foi um sinal de atenção às alegrias e dificuldades vividas pela comunidade. “Todas as palavras do papa me tocaram e ele ouviu as dores e alegrias da minha comunidade.”
Ainda de acordo com o jovem, o gesto também pode fortalecer a caminhada dos jovens católicos da região.
Atualmente, Felipe segue ligado à paróquia de Dracena, colaborando com atividades e acompanhando a vida comunitária. Para ele, a comunidade tem papel central na própria trajetória de fé.
“A minha comunidade é uma comunidade a qual gosta de ajudar a todos, principalmente os que precisam. E a importância dela é que fortalece a minha fé cristã”, refletiu.
O terço e a foto vindos de Roma seguem guardados como símbolos de uma troca que começou no interior paulista, atravessou o oceano e voltou em forma de bênção, não apenas para um jovem, mas para toda uma comunidade.
E, depois de receber a resposta do Vaticano, Felipe já pensa nos próximos passos: “Escrever outra carta para o papa pedindo a ajuda dele para realizar sonhos meus”, finalizou.
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Fonte Original: G1
