O único resort pedagógico do Brasil exclusivo para crianças fica em Tatuí, na região de Itapetininga. O Sítio do Carroção recebe cerca de 60 mil estudantes por ano, de escolas públicas e particulares de todo o país, com atividades durante todo o dia.
Entre as atrações, está a travessia por uma caverna de 60 metros, onde os alunos enfrentam enigmas e desafios. Além das escolas, o resort também recebe turistas, principalmente famílias com crianças.
“Para o adulto é uma vivência extremamente interessante, porque além de resgatar a diversão da infância, e que ele não viveu uma situação como a que a gente oferece aqui, ele compartilha isso com os filhos”, afirma Tiago Martins, diretor do sítio.
Na região de Jundiaí, Jarinu realiza há 41 anos uma das maiores festas do país dedicadas ao morango. Mais de 200 produtores se reúnem entre junho e julho para oferecer frutas frescas e pratos típicos.
“Vale muito a pena prestigiar o comércio local, tem muita coisa artesanal que precisa de incentivo”, diz a assistente administrativa Anita Freitas, que viajou uma hora e meia do Vale do Paraíba até Jarinu.
O organizador da festa e produtor de morango Osvaldo Maziero elenca os motivos para participar: “Morango fresco direto do produtor, preço acessível e a praça de alimentação com frango, polenta e macarronada”.
Em Urânia, no noroeste paulista, o turismo rural também cresce com a colheita de morangos. No sítio da família Preto, visitantes de várias cidades agendam passeios para colher a fruta direto do pé.
“A gente tem bastante agendamento, principalmente de São José do Rio Preto, e já teve de Campinas. É longe, mas vieram. E tem o pessoal de fora que está viajando”, detalha o dono da plantação, Hideraldo Preto. “É para gerar experiência e termos contato com a natureza, que é uma coisa fantástica”, conta o produtor digital Gilvan Arruda.
O sucesso da colheita de morangos inspirou produtores de uva da região. Há oito anos, o agricultor Weber Borashi e sua família recebem turistas nos parreirais. Mil pessoas passam pelo local todo fim de semana.
“Para um pai ver a família toda trabalhando junto, isso não tem preço. É o pãozinho nosso de cada dia, um trabalho que mexe e toca os nossos corações. Ver a alegria das pessoas nos alegra e emociona”, diz o dono da plantação.
Os visitantes podem colher variedades como Melodia, Vitória, Isis e Niágara, vendidas a R$ 18 o quilo. A entrada é gratuita. “Docinha, muito saborosa”, comenta a aposentada Maria Aparecida Cancela ao provar a fruta.
O interior paulista também se destaca pela cultura popular. Em Olímpia, capital nacional do folclore, o Festival do Folclore (Fefol) reúne grupos de todo o Brasil há mais de 60 anos. Durante o evento, o número de visitantes chega a ser três vezes maior que a população local, de 55 mil habitantes.
“Aqui a gente traz experiência e leva mais do que a gente traz. É um encontro de várias culturas”, afirma o presidente do grupo Congas de Oeiras do Piauí, Flávio da Silva.
A história do Fefol começou na década de 50, com o professor José Santana. Segundo a doutora em museologia Rosiane Nunes, a escola ficou pequena para as pesquisas, e em 1965 foi realizado o primeiro festival na praça pública.
A menos de 50 quilômetros dali, São José do Rio Preto recebe o Festival Internacional de Teatro (FIT), um dos mais importantes do país. Com 56 anos de história, o evento atrai companhias nacionais e estrangeiras. Na última edição, participaram grupos da Argentina, Chile, Uruguai, México e Alemanha.
“O FIT começou como nacional e ao longo dos anos se transformou em internacional. Hoje, companhias de fora procuram estar aqui”, afirma o secretário de Cultura de Rio Preto, Robson Vicente.
Sítio do Carroção (Tatuí): (15) 3305-2000Morangos Urânia: (17) 99742-2659
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Fonte Original: G1
